26/11/2009

DEVANEIOS DESCABIDOS




O desejo que as vezes me falta
Nos momentos de solidão
Torna-se farto
Com a tua visão
Inundando-me os sentidos
Com o teu corpo despido

O falo, muitas vezes encerrado
Dentro de si mesmo,
Torna-se inflado,
Rígido e volumoso
Como se sua imponência
Fosse motivo de estudo para a ciência.

Tudo não passa entretanto
De devaneios descabidos
Pois estes pensamentos insanos
Remetem a tempos idos,
Quando nossos corpos entrelaçados
Denunciavam o gozo alcançado

Hoje, o falo ainda jaz aqui,
Num sono quase eterno
E teus contornos, embora aí,
São traços trêmulos e incertos
Onde a beleza e o frescor de antes
São apenas lembranças distantes.

Edmar Guedes Corrêa.

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