25/07/2010

Paraíso



Penetra-me, assim, como num porre.
Queria dar-me como essas rameiras,
Se elas dessem de verdade, por inteiras,
Coisa que ( na certa) não ocorre.

Então quero ser mártir, sem juízo,
Louca e santa, na carne torturada,
Em êxtase, buscando o paraíso
Na mesma carne, assim martirizada.

Para que minha alma então não saia
Preencha-me assim, assim, o orifício
E essa ânsia de amar nunca se esvaia.

Quero explodir de fúria de prazer
E se então meu sangue rubro escorrer,
Celebrarás, como padre em santo ofício!

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SONETOS ERÓTICOS DA ALMA (de Alma Welt )

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